MotoGP: Resumão do GP das Américas 2018

No último domingo, 22 de abril, foi realizada a terceira etapa da temporada 2018 do Mundial de Motovelocidade em Austin, Texas, Estados Unidos. Veja aqui um resumo da corrida da MotoGP no Grande Prêmio das Américas 2018!

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Após o caos gerado no GP da Argentina a organização deixou fora Valentino Rossi e Marc Márquez da coletiva principal dos pilotos — tradicional abertura dos trabalhos em cada etapa —, e cada piloto realizou sua própria coletiva. Em resumo, nas duas coletivas, o mesmo assunto da Argentina e ambos pilotos com o discurso igual: “Vamos em frente”.

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Jack Miller, piloto Ducati satélite

Na coletiva oficial, boas perguntas e declarações igualmente boas, principalmente de Cal Crutchlow, que venceu na Argentina, Johann Zarco e Jack Miller, cobrando da organização um trabalho mais correto e justo, evitando colocar Rossi e Márquez em outro patamar. Concordo, pois como Miller disse: “Todos estão aqui arriscando suas vidas e merecem respeito”.

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Marc Márquez, o rei de Austin

Nos treinos, como esperado, Márquez e sua Honda estavam rendendo bem na pista e o único a ameaçar os tempos do piloto 93 foi Andrea Iannone com sua Suzuki. No qualificatório, Márquez fez o melhor tempo, caiu, buscou outra moto, e quando saia, entrou na linha de Maverick Vinãles, que ficou bem puto. Márquez fez o melhor tempo (2min03s658), o que seria sua sexta pole position seguida em Austin, mas foi punido pela ocorrência, caindo para a quarta colocação no grid e Viñales largou na frente.

 

No domingo, sol e calor. Apagam se as luzes e quem dispara na frente é a Suzuki de Iannone. Mas antes do fim da primeira volta (de 20 no total) Márquez já havia o ultrapassado e disparou na frente, conseguindo abrir até SETE SEGUNDOS sobre Viñales, que também superou o piloto Suzuki.

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Maverick Viñales, piloto Yamaha e Andrea Iannone, piloto Suzuki

Crutchlow e Alex Rins, que foram muito bem na Argentina, ficaram pelo caminho com quedas sem gravidade. Uma pena. A corrida estabilizou e entrou no ‘piloto automático’. Por pelo menos metade da prova, Márquez, Viñales e Iannone seguiam pelo percurso como em um autorama, sem nenhuma surpresa ou disputa, até cruzarem a linha de chegada. Valentino Rossi, que foi muito bem em 2017 nessa etapa, em segundo, não tinha condições de dar combate a Iannone e seguiu confortável em quarto até o fim da prova. Corrida tensa com certeza para os pilotos na pista, mas para quem assistiu, foi bem morna…

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Não posso deixar de mencionar quão valente foi Dani Pedrosa, que caiu na primeira volta do GP da Argentina, e teve que passar por cirurgia na mão direita 11 dias antes da corrida em Austin. Correu com uma luva especial, provavelmente maior que a normal, por conta do curativo e claro, muito analgésico para amenizar a dor. Se classificou em nono e finalizou a corrida em sétimo lugar, somando 9 pontos e na frente de outros 14 pilotos. Bravo, Dani! Bravo! 

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Após a prova, Márquez, que venceu pela sexta vez seguida nesta pista na MotoGP, declarou que no Warm Up definiu sua estratégia, que foi tentar assumir a liderança o quanto antes e disparar na frente. O piloto disse que rodou 3 voltas no limite, buscando criar a diferença para o segundo, e passou a administrar.Quando questionado se a bagunça envolvendo ele na Argentina serviu de motivação extra para vencer em Austin, o piloto afirmou que sim, que gerou uma força extra para vencer.

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Uma curiosidade: Ao cruzar a linha de chegada, o piloto fez uma dancinha. Quando questionado a motivação daquilo, declarou que na visita ao Brasil, conheceu uma escola em Diadema (SP) — que é apoiada pela Unicef —, e combinou com as crianças que se vencesse, faria a dança, que aprendeu com elas. Muito muito muito legal! =)

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Iannone era o mais feliz no parque fechado, após um 2017 difícil, sendo muito criticado, garantiu o segundo pódio de 2018 para a Suzuki. Seu futuro é incerto, pois existe uma especulação de que Jorge Lorenzo deixe a Ducati — onde ainda não se encontrou — para correr de Suzuki a partir de 2019. Veremos…

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Andrea Iannone e sua equipe comemorando o seu primeiro pódio pela Suzuki.

Com o resultado — e a queda de Crutchlow — Andrea Dovizioso, que terminou em quinto, retomou a liderança com 46 pontos, apenas um ponto a mais que Márquez. O Mundial parte da América para a Europa, onde será realizado o GP da Espanha, em Jerez de La Frontera. Pista onde Rossi tem se dado bem e Viñales — terceiro no Mundial com 41 pontos — quer provar seu poder de fogo. Até a próxima!

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Dovizioso é o novo líder do Mundial. Será que conseguirá aguentar a pressão dos rivais?

*Dúvida do editor
Você que acompanha a MotoGP prefere que eu cite os numerais dos pilotos no texto? Por exemplo, Marc Márquez (#93), Valentino Rossi (#46). Deixe sua opinião!

 

 

 

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3 Respostas para “MotoGP: Resumão do GP das Américas 2018

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