MotoGP: Resumo do GP da Argentina 2018

Bom, se é fã de motovelocidade deve ter dado um jeito de ver a MotoGP na Argentina, no último fim de semana. Aqui tento fazer um resumão com meus pitacos sobre a etapa.

Nos treinos, a Honda esteve sempre nos melhores tempos com Pedrosa, Márquez e Crutchlow (não necessariamente nessa ordem) e com pista meio seca meio molhada, o qualificatório quase ficou com Pedrosa, mas no último instante, na última volta possível, Jack Miller, que está correndo de Ducati pela Pramac, insistindo no pneu slick enquanto os pilotos trocavam para o de chuva, fez a volta rápida conquistando sua primeira pole position da carreira na MotoGP.

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No domingo de corrida, o tempo seguiu instável e a pista para a MotoGP seguia meio seca, meio molhada. No grid, só Miller estava com pneu slick, e os demais, vendo que não iria chover, voltaram ao box para trocar os pneus. Pelo regulamento, todos

– menos Miller – deveriam largar do box, porém, a organização atrasou a largada e decidiu – com aprovação das equipes – que os pilotos voltariam ao grid, mas largariam algumas filas atrás do pole. Achei injusto com o pole, mas foi uma decisão segura.

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No grid, outro fato inusitado. Após a volta de apresentação, e com a placa de 30 segundos para largada já levantada, a moto de Márquez apagou. Ele sinalizou e como ninguém veio a ele, correu para pegar no tranco. Conseguiu e voltou para sua posição para largar. O problema é que andou na contramão por uns metros, o que é proibido, mesmo com nenhum outro piloto em movimento na pista. Após a largada, no fim da primeira volta, Pedrosa tinha sido ejetado da sua Honda após contato com Zarco e Márquez já tinha roubado o primeiro lugar de Miller…

Ai veio a penalização. Uma passagem pelo box, pela infração antes da largada. Com isso Márquez saiu da ponta para quase último. Ai iniciou a busca para reduzir o prejuizo, sendo o mais rápido da pista, 1 segundo mais rápido que os demais. Com isso, somando aos trechos úmidos da pista, cometeu alguns erros, tocando em Aleix Espargaró (que gerou outra penalização, de ceder 1 posição) e Valentino Rossi, ambos na curva 13. O problema foi que diferente de Espargaró, que não caiu, Rossi enfiou a roda da frente na grama e caiu.

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Enquanto lá na frente Miller não aguentou a pressão, perdendo a ponta após liderar por 18 voltas, Cal Cruchlow, Johann Zarco e Alex Rins fizeram eletrizante batalha pela vitória, finalizando com vitória de Crutchlow – confirmando o favoritismo da Honda pelos tempos nos treinos. Márquez finalizou em quinto, mas pelo toque em Rossi foi penalizado em 30 segundos do tempo final, caindo para 18º lugar, fora da zona de pontuação.

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Assim que chegou ao box, Márquez foi até o box Yamaha para pedir desculpas ao Rossi, mas a equipe Yamaha não permitiu que ele falasse com Rossi, que estava no fundo do box, vendo tudo. Com isso Márquez retornou ao seu box. Rossi falou com a imprensa, amaldiçoando mais uma vez Márquez – usando sua fama e retomando seu já conhecido jogo psicológico contra quem entra no caminho dele -, que também falou dando sua versão da história.

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A experiência extra na MotoGP e o motor mais potente da Honda foram decisivos para Crutchlow superar Zarco na pista

Sinceramente, para mim, Rossi (ou Márquez) deu azar que a moto chegou até a grama, dois metros antes era a entrada do box e Rossi não teria caído. Rossi foi prejudicado com toda certeza e pode mais uma vez ter perdido as chances de ser campeão novamente – apesar de ainda faltarem 17 corridas no ano – e todo esforço de Márquez em retomar posições perdidas pela primeira punição foram por água abaixo com as 3 punições. Ele ainda foi sancionado após Rossi reclamar com a Direção da Prova em pontos de advertência, que podem prejudicar ele lá na frente caso cometa algum outro erro sancionado pela organização. Veremos.

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Johann Zarco está muito perto de sua primeira vitória na MotoGP

O que não gostei nada foi de Rossi não ter recebido no box o rival e suas desculpas. Ele já esteve nessa posição quando corria pela Ducati e derrubou Stoner. Só que ele foi recebido…

Na coletiva pós corrida, Crutchlow soltou o verbo pela ausência dos jornalistas lá – que deviam estar atrás de declarações de Rossi e Márquez. “Onde estão os jornalistas? Os destaques da corrida estão aqui, os 3 melhores pilotos da prova! Isso é desrespeitoso com nosso trabalho. Depois que quiserem declarações não terão também.” Ele está certo…

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No meio dessa confusão, Andrea Dovizioso foi um dos que mais ganhou na etapa

Crutchlow assumiu a liderança do Mundial, seguido com 5 pontos de diferença por Andrea Dovizioso que finalizou a prova em sexto e podemos dizer que foi o grande ganhador da etapa, pensando na luta pelo título. A próxima etapa é em duas semanas, em Austin, no Circuito das Américas.

Ok, o resumo ficou meio grande, mas foi preciso…

Até a próxima!

Uma resposta para “MotoGP: Resumo do GP da Argentina 2018

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