Ponto de vista (#01) Curitiba, a capital do motociclismo

Em fevereiro, fui até a capital do Paraná conferir as novidades da quarta edição do Brasil Motorcycle Show. Fui na minha moto para também rever lugares como a Estrada da Graciosa. Sim, foi uma viagem a trabalho, mas menos compromissada com a pilotagem. O foco era outro.

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Uma parada na Estrada da Graciosa é obrigatória para quem vai até Curitiba

Chegando na festa de pré-lançamento — pois o evento é só em agosto —, tudo novo. Se você foi às edições anteriores vai se surpreender. Ele mudou para a Usina 5, espaço de eventos criado onde era uma antiga fábrica. Visual urbano, com alguns grafites e muito espaço para as atrações não ficarem amontoadas. Ótimo!

Nessa prévia, tinha uma exposição de customizadas dos principais artistas do Brasil. Além das motos, o Wall of Death, ou parede da morte, que estreou no Salão Duas Rodas, outro fruto do criativo pessoal que organiza o evento, também estava lá com seu show surreal. Se isso não bastasse, tinha uma pista de dirt-track. Assim como a parede da morte, a organização buscou inspiração na cultura motociclista americana e trouxe as corridas de motos custom preparadas em circuito oval de terra para o Brasil!

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Sem dúvida, a Honda Shadow mais insana que você deve ter visto na vida!

Sou suspeito para falar disso, pois sou fã e adoraria praticar. O circuito é fixo, mas não é tão grande para andar rápido. Porém, é mais que suficiente para seu propósito: incentivar o esporte e o motociclismo.

Cezinha Mocelin está à frente disso tudo, com uma equipe comprometida e apaixonada, que reinventou seu evento, deixando com a cara do motociclista. Todos que vi nesta festa de alguma forma vivem e trabalham pelas motos, formando uma verdadeira comunidade. A cena de Curitiba não para de crescer e pelo menos para mim, é referência de como cultivar o bom da moto.

Vi uma verdadeira celebração, com muita custom na terra e largos sorrisos nos seus pilotos, comprometidos apenas em curtir. Uma grande lição foi isso tudo: a moto é um catalisador de muita coisa boa, basta saber usar. Pense nisso e quando visitar Curitiba, além dos belos parques, procure conhecer a cena local.

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Celio Dobrucki (de boné), eu no meio e o barbudo Cezinha Mocelin. Essa dupla é peso pesado!

Valeu Cezinha, Celio Dobrucki e todo mundo que faz e acredita no motociclismo. Sinto-me privilegiado de ter conhecido tantas estórias inspiradoras!

Quer saber mais sobre o Brasil Motorcycle show? Acesse http://bmsmotorcycle.com.br/.

*Texto publicado originalmente na edição de março de 2018 da Revista Motociclismo.

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